Elevação ou queda da pressão arterial

Com o aumento da sensação térmica, os casos de insolação e alterações na pressão arterial tendem a aumentar, exigindo atenção redobrada da população, especialmente entre pessoas com comorbidades. Segundo Sylton Mello, cardiologista e professor de Medicina da Universidade Potiguar, assim como as baixas temperaturas, o calor intenso interfere diretamente no funcionamento do sistema cardiovascular e pode provocar tanto queda quanto elevação da pressão arterial.

A pressão arterial baixa, chamada de hipotensão, é geralmente considerada quando os valores estão abaixo de 90 por 60 mmHg. “No calor, a perda excessiva de líquidos e sais minerais reduz o volume de sangue circulante, o que favorece a queda da pressão, principalmente em idosos, diabéticos, pacientes renais e cardiopatas”, alerta.

Por outro lado, o calor também pode contribuir para a elevação da pressão arterial. A ciência explica que o estresse térmico aumenta a frequência cardíaca e pode desencadear picos de pressão, sobretudo em pessoas hipertensas ou com outras comorbidades. A pressão alta é caracterizada por valores iguais ou acima de 140 por 90 mmHg, enquanto o valor considerado ideal é em torno de 120 por 80 mmHg.

Em caso de queda ou pico de pressão, o médico orienta medidas imediatas. “Ao sentir tontura, mal-estar ou sensação de desmaio, a pessoa deve deitar-se em local fresco e, se possível, elevar as pernas para facilitar o retorno do sangue ao coração. Já em picos de pressão acompanhados de dor no peito, falta de ar, confusão mental ou dor de cabeça intensa, o atendimento médico deve ser procurado imediatamente”, ressalta o especialista.

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