
Presidente nacional da Febrac, Edmilson Pereira
Com o avanço da tramitação, no Congresso Nacional, da PEC que prevê o fim da escala 6×1, cresce a mobilização de setores preocupados com os impactos econômicos e sociais da medida.Áreas com uso intensivo de mão de obra e serviços contínuos – como saúde, segurança, limpeza, educação, alimentação, transportes e turismo – têm alertado o governo e o Congresso sobre os efeitos estimados da proposta.
Segmentos como os de segurança e vigilância privada e os de serviços de limpeza tendem a ser amplamente impactados, por se tratarem de atividades contínuas. Segundo cálculos da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores -Fenavist, o fim da escala 6×1 resultará em 8,7 horas extras semanais por trabalhador.
A entidade prevê que, em um primeiro momento, as empresas tentarão adequar os turnos com o quadro atual de funcionários, sem descartar a necessidade de novas contratações. De acordo com o empresário potiguar Edmilson Pereira, vice-presidente para Assuntos de Mercado da Fenavist, os custos adicionais para o setor serão da ordem de 20%.
Assim como deverá ocorrer na área da saúde, o aumento tende a ser repassado aos contratos e, consequentemente, aos preços finais pagos pelos consumidores, revela Edmilson Pereira. Com relação ao setor de limpeza, Edmilson, que também é vice-presidente para o Nordeste da Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação -Febrac, estima um aumento superior a 20% nos custos.
Além da elevação dos preços, ele aponta possíveis impactos negativos sobre a capacidade de investimento das empresas, aumento da informalidade e dificuldades para a manutenção dos empregos formais. “É preciso discutir não apenas os benefícios, mas também os impactos econômicos da proposta”, afirma Edmilson Pereira.
